{"id":2,"date":"2011-10-26T14:54:22","date_gmt":"2011-10-26T14:54:22","guid":{"rendered":"http:\/\/aparteoutsider.org\/?page_id=2"},"modified":"2011-11-18T01:14:26","modified_gmt":"2011-11-18T01:14:26","slug":"sample-page","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/aparteoutsider.org\/?page_id=2","title":{"rendered":"Arte Outsider &#8211; o que \u00e9"},"content":{"rendered":"<table style=\"width: 914px;\" border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"vertical-align: top; padding-top: 0px;\" width=\"586\">\n<table style=\"width: 546px; text-align: center; background-color: #222222;\" border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #edead8;\">\u201cNous entendons par l\u00e0 [ Art Brut ] des ouvrages ex\u00e9cut\u00e9es par des personnes indemnes de culture artistique, dans lesquels donc le mim\u00e9tisme, contrairement \u00e0 ce qui se passe chez les intellectuels, ait peu ou pas de part, de sorte que leurs auteurs y tirent tout (sujets, choix des mat\u00e9riaux mis en oeuvre, moyens de transposition, rythmes, fa\u00e7ons d\u2019\u00e9critures, etc) de leur propre fond et non pas des poncifs de l\u2019art classique ou de l\u2019art \u00e0 la mode. Nous y assistons \u00e0 l\u2019op\u00e9ration artistique toute pure, brute, r\u00e9invent\u00e9e dans l\u2019entier de toutes ses phases par son auteur, \u00e0 partir seulement de ses propres impulsions. \u2026 \u201c<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #edead8;\">\u201cN\u00f3s entendemos por esse termo [ Arte Crua ] as obras executadas por pessoas intocadas pela cultura art\u00edstica, nas quais, portanto, o mimetismo, contrariamente ao que sucede com os intelectuais, desempenha pouco ou nenhum papel, de modo que os seus autores obt\u00eam tudo (temas, escolha de materiais utilizados, meios de transposi\u00e7\u00e3o, ritmo, maneiras de escrever, etc) do seu sentir profundo e n\u00e3o das conven\u00e7\u00f5es da arte cl\u00e1ssica ou da arte em moda. Assistimos a uma opera\u00e7\u00e3o art\u00edstica inteiramente pura, crua, reinventada no conjunto de todas as suas fases pelo seu autor, somente a partir dos seus pr\u00f3prios impulsos. \u2026 \u201c<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #edead8;\">Jean Dubuffet, \u201cL\u2019Art Brut pr\u00e9f\u00e9r\u00e9 aux arts culturels\u201d, Galerie Ren\u00e9 Drouin, Paris, 1949<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #edead8;\">\u201cExistem em Lausanne, em Nova York, em todo o mundo, museus dedicados a Arte Marginal \u201cArt Autre\u201d. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #edead8;\">Vis\u00f5es directas do Inconsciente que nos ensina e nos comove profundamente. \u00c9 a arte que mais admiro.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #edead8;\">Dediquei anos ao Henry Darger, empregado de hospital de Chicago sem treino art\u00edstico, que criou um mundo belo e negro de fantasia contando a hist\u00f3ria das Vivian Girls.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #edead8;\">Desenhar, pintar, esculpir, bordar, fazer misturas, \u00e9 o melhor tratamento, o \u00fanico mesmo,\u00a0 para as ang\u00fastias mentais.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #edead8;\">Os aflitos t\u00eam de ter acesso a espa\u00e7o com material de arte para eles pr\u00f3prios descobrirem o que os tortura \u201c<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #edead8;\">Paula Rego, Dezembro de 2010<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #edead8;\">A Arte Outsider al\u00e9m de bastante diversificada, n\u00e3o corresponde a um estilo ou a um movimento. Assim, para sermos breves, a Arte Outsider identifica-se desde logo pela sua diferen\u00e7a tem\u00e1tica e pela sua originalidade formal em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 arte institucionalmente aceite, ou \u201coficial\u201d, de v\u00e1rias \u00e9pocas ou movimentos. Tamb\u00e9m, geralmente, pela utiliza\u00e7\u00e3o de outros materiais e t\u00e9cnicas personalizadas, por vezes com alguma sofistica\u00e7\u00e3o. E ainda, fundamental no conceito, a Arte Outsider \u00e9 criada, na grande maioria dos casos, por autores autodidatas, isolados ou sem liga\u00e7\u00e3o com a arte convencional, e \u00e9 fruto do sentir profundo do autor: da\u00ed a sua inventividade, autenticidade e espontaneadade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #edead8;\">S\u00f3 parte da arte de doentes com perturba\u00e7\u00e3o ps\u00edquica (epis\u00f3dica ou n\u00e3o) se enquadra na Arte Outsider: estes doentes criam tamb\u00e9m arte naive e arte convencional, ou pr\u00f3xima dela. Por outro lado, deve tamb\u00e9m real\u00e7ar-se que s\u00f3 uma parte da Arte Outsider \u00e9 produzida por autores com perturba\u00e7\u00e3o ps\u00edquica, como se infere do conceito de Jean Dubuffet, facto comprovado pelas obras de grande n\u00famero de artistas outsider n\u00e3o-doentes. \u00a0Note-se ainda que, ao contr\u00e1rio da arte naive, tamb\u00e9m produzida por autodidatas (com tem\u00e1tica, expressa com min\u00facia, versando sobretudo a paisagem ou o quotidiano), o autor outsider n\u00e3o tenta basear-se na arte convencional.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #edead8;\">Com o extraordin\u00e1rio florescimento da arte institucionalmente aceite, ao longo do s\u00e9culo XX (em muitos casos por influ\u00eancia da arte outsider \u2026), verificou-se algum esbater de fronteiras. \u2026 Enfim, identificar, e tamb\u00e9m determinar com rigor o valor relativo da multifacetada Arte Outsider requer estudo cr\u00edtico e conhecimentos alargados, n\u00e3o s\u00f3 deste tipo de arte, das obras e dos seus autores, bem como da chamada arte institucionalmente aceite, seu contraponto.<\/span><\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #99cc00;\"><strong>A DESIGNA\u00c7\u00c3O EM PORTUGU\u00caS<\/strong><\/span><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #edead8;\">Jean Dubuffet identificou e conceptualizou a arte, discriminada pela sociedade, que chamou Art Brut, marco important\u00edssimo para o seu reconhecimento e salvaguarda. A palavra \u201cbrut\u201d \u00a0foi utilizada no sentido prevalecente em franc\u00eas, de \u201ccrua\u201d, ou \u201cn\u00e3o cozinhada\u201d (pela cultura ou padr\u00f5es).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #edead8;\">Em Portugal o pequeno c\u00edrculo que utilizou o termo, traduziu-o como Arte Bruta (por vezes sem conhecer exactamente o respectivo conceito). Opomo-nos a essa designa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 por ser uma tradu\u00e7\u00e3o errada, como principalmente pelo seu pendor depreciativo, ou mesmo ofensivo, quer para obras quer para autores.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #edead8;\">Opt\u00e1mos por escolher a designa\u00e7\u00e3o Arte Outsider, a mais utilizada internacionalmente, tal como outras palavras estrangeiras adotadas em portugu\u00eas no dom\u00ednio das artes (design, arte naive, arte deco, etc), perante a inexist\u00eancia de palavra ou designa\u00e7\u00e3o apropriada, na l\u00edngua portuguesa.<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"vertical-align: top; text-align: center; background-color: #222222; padding-left: 10px; padding-right: 10px;\" width=\"330\">\n<div id=\"attachment_120\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/downloads\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/3.-1.jpg');\"  href=\"http:\/\/aparteoutsider.org\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/3.-1.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-120\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-120 \" style=\"padding: 0px;\" src=\"http:\/\/aparteoutsider.org\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/3.-1-265x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"340\" srcset=\"https:\/\/aparteoutsider.org\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/3.-1-265x300.jpg 265w, https:\/\/aparteoutsider.org\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/3.-1.jpg 547w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-120\" class=\"wp-caption-text\">Jean Dubuffet<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_121\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/downloads\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/3.-2.jpg');\"  href=\"http:\/\/aparteoutsider.org\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/3.-2.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-121\" decoding=\"async\" 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