{"id":256,"date":"2011-11-18T02:10:36","date_gmt":"2011-11-18T02:10:36","guid":{"rendered":"http:\/\/aparteoutsider.org\/?page_id=256"},"modified":"2013-04-17T15:30:54","modified_gmt":"2013-04-17T15:30:54","slug":"artistas","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/aparteoutsider.org\/?page_id=256","title":{"rendered":"Artistas"},"content":{"rendered":"<table style=\"width: 914px;\" border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"vertical-align: top;\" width=\"586\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ffffff;\"><strong>Aloise Corbaz<\/strong> (1886-1964) \u2013 Nascida em Lausanne, era uma mulher educada, que foi precetora na corte do Kaiser, por quem desenvolveu uma obsess\u00e3o amorosa. Ap\u00f3s o in\u00edcio da guerra retorna \u00e0 Sui\u00e7a e as suas crises de agita\u00e7\u00e3o levam a fam\u00edlia a solicitar o seu internamento em 1918, que se manter\u00e1 at\u00e9 falecer. Encontra na pintura ref\u00fagio e terapia para a sua instabilidade ps\u00edquica. Pinta sobretudo mulheres famosas pela sua vida amorosa, utilizando grandes formatos pela jun\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias folhas, em figura\u00e7\u00f5es vistosas (bem destacadas no Museu de Lausanne) e complexas, de cores quentes, onde os pormenores escondem sempre algum significado. [baseado em \u201cMichel Th\u00e9voz, Collection de L\u2019Art Brut Lausanne, 2001\u201d]<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ffffff;\"><strong>Eugene von Bruenchenhein<\/strong> (1910-1983) \u2013 Nasceu e viveu em Wisconsin, onde trabalhou numa loja de horticultura e depois numa padaria, casado com Marie, a sua companheira de sempre. Ao contr\u00e1rio da maioria dos artistas outsider, tentou obter sucesso, mas o valor da sua vasta e multifacetada obra s\u00f3 foi reconhecido progressivamente ap\u00f3s a sua morte. As mais de mil not\u00e1veis e singulares pinturas a \u00f3leo descrevem um mundo sobrenatural e org\u00e2nico (tamb\u00e9m bombas nucleares e arranha-c\u00e9us), de surpreendente profundidade espacial, inventando t\u00e9cnicas \u00fanicas e sofisticadas, pintando com os dedos e com apetrechos ainda hoje em parte desconhecidos. Tamb\u00e9m fot\u00f3grafo ex\u00edmio e obsessivo, deixou-nos alguns milhares de exemplares a preto e branco, por vezes coloridos \u00e0 m\u00e3o, retratando a jovem mulher Marie em poses semi-er\u00f3ticas de pin-up ou de grande estrela, com vestes improvisadas mas eficazes, em fotografias com um toque encantador de ingenuidade e cumplicidade, bem diferenci\u00e1vel do comum. E criou centenas de esculturas, de ossos de galinha e peru, de cimento e cer\u00e2mica, desenhos geom\u00e9tricos de complexa elabora\u00e7\u00e3o, instrumentos musicais, poesia, e prosa de teor autobiogr\u00e1fico e filos\u00f3fico (ver pinturas a \u00f3leo do autor neste Site).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ffffff;\"><strong>Henry Darger<\/strong> (1892-1973) \u2013 Filho de um alfaiate de Chicago, teve uma inf\u00e2ncia dif\u00edcil e traum\u00e1tica. Com 4 anos de idade a m\u00e3e morre ap\u00f3s o parto de uma sua irm\u00e3 que \u00e9 dada a adop\u00e7\u00e3o. Aos 8 anos \u00e9 internado num asilo-orfanato cat\u00f3lico e aos 15 anos o pai morre. Marcado desde a inf\u00e2ncia, que talvez lhe tenha provocado alguma perturba\u00e7\u00e3o, pelo menos de personalidade, Darger foge do asilo aos 17 anos e inicia a sua vida profissional como auxiliar (empregado de limpeza, vigilante, etc) em pelo menos tr\u00eas Hospitais cat\u00f3licos de Chicago, at\u00e9 se reformar. A sua vida, que n\u00e3o est\u00e1 suficientemente investigada, parece ser a de um solit\u00e1rio. Desde 1915 escreve a sua opus, um monumental romance \u00e9pico, intitulado \u201cNos Reinos do Irreal\u201d descrevendo a grandiosa e sangrenta guerra de rebeli\u00e3o de inocentes raparigas, as Vivian Girls, contra o ex\u00e9rcito dos Glandelianos, que as haviam submetido \u00e0 escravid\u00e3o e assassinavam cruelmente. O texto dactilografado totaliza 15000 p\u00e1ginas, ilustrado ao longo de d\u00e9cadas por centenas de magn\u00edficas pinturas a aguarela, tinta, l\u00e1pis e colagens, com t\u00e9cnicas por ele inventada (como a c\u00f3pia e decalque de figuras e rostos de revistas, e o seu redimensionamento atrav\u00e9s de trabalho fotogr\u00e1fico), minuciosamente executadas, muitas de grande formato atingindo 3 metros ou mais de largura (a frente e a verso de folhas sucessivas), geralmente com paisagens soberbas e encantador cromatismo, evocando um estranho e inquietante mundo quer de cenas id\u00edlicas quer de cenas de extrema viol\u00eancia. Al\u00e9m deste texto acompanhado da pintura \u00e9pica, Darger deixou uma autobiografia e algumas centenas de pequenas colagens, desenhos e esbo\u00e7os. O conjunto desta obra foi descoberto pelo senhorio do quarto onde habitou durante d\u00e9cadas, pouco antes do seu falecimento, quando Darger teve de ser internado num lar de idosos (ver obras de Henry Darger neste Site).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ffffff;\"><strong>Johann Hauser<\/strong> (1926-1996) \u2013 Segundo os m\u00e9dicos, a sua idade mental correspondia \u00e0 de uma crian\u00e7a de 8 anos, mas foi dos mais impressivos artistas que brotaram do celebrado ateli\u00ea do Hospital de Gugging, perto de Viena, criado em 1981 pelo Dr. Leo Navratil. Os seus desenhos a l\u00e1pis conjugando cores contrastantes, representam sobretudo mulheres, nas quais exagerava as caracter\u00edsticas f\u00edsicas femininas, tornando-as personagens er\u00f3ticas e exuberantes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ffffff;\"><strong>August Natterer<\/strong> (1868-1933) \u2013 Ap\u00f3s estudos secund\u00e1rios teve a profiss\u00e3o de mec\u00e2nico, relatou diversas viagens pelo mundo, trabalhou durante 10 anos numa universidade, era casado e evidenciava talento e gosto pela aventura. \u00c9 internado em 1907 com esquizofrenia, e come\u00e7a a desenhar em 1911, com 43 anos de idade. \u00c9 um dos artistas a quem Hans Prinzhorn dedica um sub-cap\u00edtulo no seu influente livro de 1922. Os desenhos irreais, simb\u00f3licos e ins\u00f3litos de Natterer (que, segundo o pr\u00f3prio, descrevem uma \u00fanica grande alucina\u00e7\u00e3o que sofreu) tornaram-se a principal fonte onde os surrealistas se inspiraram, ou mesmo se basearam, a n\u00edvel das artes pl\u00e1sticas. As obras que se conservaram de Natterer encontram-se arquivadas ou expostas no Museu do Hospital Psiqui\u00e1trico de Heidelberg, Alemanha (ver desenhos Natterer neste Site).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ffffff;\"><strong>Martin Ramirez<\/strong> (1895-1963) \u2013 Emigrante mexicano nos EUA, viveu internado num hospital psiqui\u00e1trico desde 1930 com esquizofrenia profunda. S\u00f3 nos 13 anos antes de falecer come\u00e7ou a desenhar e as suas primeiras obras eram destru\u00eddas pela institui\u00e7\u00e3o. Depois, com a prote\u00e7\u00e3o de um dos psiquiatras, desenvolve a sua arte, muito personalizada e original, onde s\u00e3o comuns as molduras lineares e curvas conc\u00eantricas criando um efeito de perspectiva ou de paisagem, por onde surgem personagens como cavaleiros armados, animais ou comboios. A sua obra (que totaliza cerca de 340 desenhos) foi divulgada pela primeira vez no V Congresso Internacional de Psiquiatria realizado na cidade do M\u00e9xico em 1971, no qual tamb\u00e9m estiveram expostas diversas pinturas e desenhos de doentes do Hospital Miguel Bombarda, entre as quais de Jaime Fernandes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ffffff;\"><strong>Judith Scott<\/strong> (1943-2005) \u2013 Nasceu em Cincinnati, Ohio, USA, com doen\u00e7a de Down acentuada, e surda-muda, o que a tornou incapaz de comunicar verbalmente ou por escrito. Aos 7 anos \u00e9 dramaticamente internada numa institui\u00e7\u00e3o, separada da fam\u00edlia e sobretudo da sua irm\u00e3 g\u00e9mea, saud\u00e1vel, com quem compartilhava os afectos. S\u00f3 36 anos mais tarde a irm\u00e3 conseguiu obter a cust\u00f3dia de Judith, que come\u00e7a ent\u00e3o a criar pe\u00e7as escult\u00f3ricas enigm\u00e1ticas, de grande originalidade e beleza, por vezes assemelhando-se \u00e0 figura humana, formadas por camadas de fios de v\u00e1rias tonalidades, encobrindo-se sucessivamente a partir de uma estrutura central. (ver fotografia de pe\u00e7as desta artista neste Site).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ffffff;\"><strong>Bill Traylor<\/strong> (1854-1947) \u2013 \u00c9 um caso extremo de voca\u00e7\u00e3o tardia e outro exemplo de um outsider sem perturba\u00e7\u00e3o neuro-ps\u00edquica. Nasceu no Alabama, foi escravo at\u00e9 \u00e0 aboli\u00e7\u00e3o, e depois dos 84 anos de idade, cerca de 1939, ap\u00f3s ter emigrado para Montgomery, come\u00e7ou a desenhar na rua, onde vendia as suas obras. Desenhos muito caracter\u00edsticos sobre cart\u00e3o, de pessoas e animais, quase sempre de perfil e em movimento, em composi\u00e7\u00f5es planas, sem perspectiva, descrevendo um quotidiano singelo e com alguma subtil ironia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ffffff;\"><strong>Adolf Wolfli<\/strong> (1864-1930) \u2013 \u00c9 considerado o primeiro grande artista outsider, revelado no livro de Morgenthaler publicado em 1921, onde pela primeira vez \u00e9 atribu\u00eddo significativo valor \u00e0 arte de um doente mental. Wolfli era oriundo de uma fam\u00edlia pobre, de pai alco\u00f3lico que abandonou a m\u00e3e quando ele tinha 5 anos. Segundo a lei da \u00e9poca foram separados e o jovem Wolfli foi destinado a trabalhar numa quinta, enquanto obtinha algum n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o. Mais tarde em Berna, e ap\u00f3s alguns amores fracassados, obteve empregos variados, resvalando para a pequena criminalidade, sendo em 1895 detido por molestar sexualmente uma crian\u00e7a, e internado no Hospital de Waldau, Berna. Doente violento e conflituoso, permaneceu quase sempre isolado na sua cela at\u00e9 falecer. O seu gosto pelo desenho manifesta-se logo a seguir, embora as primeiras obras tenham sido destru\u00eddas ou desaparecido. Durante anos concebe e realiza a grande obra da sua vida, uma narrativa subdividida em livros tem\u00e1ticos, formada por 45 grandes volumes e 16 cadernos, totalizando 25 mil p\u00e1ginas, a maioria prosa e versos manuscritos, mas incluindo mais de 1620 desenhos e de 1640 colagens, um todo articulado, onde frequentemente surgem as partituras (em nota\u00e7\u00e3o por si reinventada), das suas composi\u00e7\u00f5es musicais, que criava com o aux\u00edlio de um cornetim por ele constru\u00eddo. [dados de Elka Spoerri, curadora da colec\u00e7\u00e3o da narrativa, sediada em Berna, in \u201cThe Art of Adolf Wolfli\u201d, 2003]. Al\u00e9m desta grande obra m\u00faltipla e planificada, Wolfli desenhou tamb\u00e9m em folhas soltas, geralmente de pequeno formato e de motivos simples, para vender ou oferecer, porventura poucas centenas. Dos primeiros desenhos conservaram-se somente 50. Al\u00e9m da imagina\u00e7\u00e3o grandiloquente dos seus escritos, Wolfli \u00e9 sobretudo um brilhante e inovador artista gr\u00e1fico, que sobrep\u00f5e v\u00e1rios planos, de elabora\u00e7\u00e3o muito complexa, embora repetindo aspectos decorativos e figuras caracter\u00edsticas, como as cabe\u00e7as redondas com mascarilha a negro, e as longas focas ou peixes. Segundo Edward Gomez a arte de Wolfli antecede a arte psicad\u00e9lica dos finais dos anos 1960, de linhas e padr\u00f5es curvos acentuados sugerindo movimento e ritmos musicais, al\u00e9m de considerar Wolfli um precursor da linguagem multidimensional dos novos media, como os da internet, ao integrar nos desenhos complexos de sucessivos planos e partes, textos, m\u00fasica e imagens recortadas de revistas, em sequ\u00eancias d\u00edspares da representa\u00e7\u00e3o do tempo [ in \u201cThe Art of Adolf Wolfli\u201d, 2003 ] (ver desenhos de Adolf Wolfli neste Site)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ffffff;\"><strong>Carlo Zinelli<\/strong> (1910-1974) \u2013 Grande nome da arte outsider, Zinelli nasceu numa aldeia perto de Verona e desde cedo come\u00e7ou a trabalhar no campo. Em 1936 cumpre o servi\u00e7o militar numa for\u00e7a para-militar, o Batalh\u00e3o dos Ca\u00e7adores Alpinos, ingressando de novo nesse batalh\u00e3o em 1938, uma experi\u00eancia que marcou a sua vida, e que posteriormente evocava nas suas pinturas. Em 1939 participou na violente guerra civil espanhola, somente por dois meses, por manifestar perturba\u00e7\u00f5es ps\u00edquicas, o que conduziu \u00e0 sua reforma em 1941, e posteriormente, ao seu internamento em 1947 no Hospital de Verona, com o diagn\u00f3stico de esquizofrenia major. A\u00ed come\u00e7a a pintar no ateli\u00ea criado em 1957, consecutivamente durante cerca de 14 anos, at\u00e9 ao encerramento do hospital, protegido pelo seu psiquiatra, que lhe fornecia os materiais e que salvaguardou a maioria das suas obras. Zinelli pintava figuras habitualmente de perfil e com o corpo preenchido por c\u00edrculos, em composi\u00e7\u00f5es muito diversas e de execu\u00e7\u00e3o perfeita, de cores fortes e vibrantes, que talvez tenham levado Dubuffet, no in\u00edcio, a duvidar que a sua pintura fosse considerada Art Brut (demonstrando que as fronteiras da Arte Outsider por vezes n\u00e3o s\u00e3o claras) (ver obras de Zinelli neste Site)<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"vertical-align: top; text-align: center; background-color: #222222; padding-left: 1px; padding-right: 1px;\" width=\"330\">\n<div id=\"attachment_290\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/downloads\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/21-e1334186984329.jpg');\"  href=\"http:\/\/aparteoutsider.org\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/21-e1334186984329.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-290\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-large wp-image-290  \" style=\"padding: 0px;\" src=\"http:\/\/aparteoutsider.org\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/21-386x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"796\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-290\" class=\"wp-caption-text\">Aloise Corbaz, \u201cOs seus passos na noite\u201d, 56 x 21 cm<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_291\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/downloads\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/22.jpg');\"  href=\"http:\/\/aparteoutsider.org\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/22.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-291\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-large wp-image-291 \" style=\"padding: 0px;\" src=\"http:\/\/aparteoutsider.org\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/22-1024x837.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"245\" srcset=\"https:\/\/aparteoutsider.org\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/22-1024x837.jpg 1024w, https:\/\/aparteoutsider.org\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/22-300x245.jpg 300w, https:\/\/aparteoutsider.org\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/22.jpg 1538w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-291\" class=\"wp-caption-text\">Eugene von Bruenchenhein. Fotografia, colorida manualmente, da sua esposa Marie, c. 1945-1951, 20 x 25 cm<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_292\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/downloads\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/22a-e1334187031359.jpg');\"  href=\"http:\/\/aparteoutsider.org\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/22a-e1334187031359.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-292\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-large wp-image-292  \" style=\"padding: 0px;\" src=\"http:\/\/aparteoutsider.org\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/22a-1024x510.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"149\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-292\" class=\"wp-caption-text\">Henry Darger, pormenor de desenho<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_293\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/downloads\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/23.jpg');\"  href=\"http:\/\/aparteoutsider.org\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/23.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-293\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-293 \" style=\"padding: 0px;\" src=\"http:\/\/aparteoutsider.org\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/23.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"380\" srcset=\"https:\/\/aparteoutsider.org\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/23.jpg 666w, https:\/\/aparteoutsider.org\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/23-237x300.jpg 237w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-293\" class=\"wp-caption-text\">August Natterer, \u201cAnticristo\u201d, 1911-1919, l\u00e1pis s\/ papel, 26 x 20 cm, publicado no livro de Hans Prinzhorn, de 1922<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_294\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/downloads\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/23a.jpg');\"  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Ap\u00f3s o in\u00edcio da guerra retorna \u00e0 Sui\u00e7a e as suas crises de agita\u00e7\u00e3o levam a fam\u00edlia a solicitar o seu internamento em 1918, que se manter\u00e1 at\u00e9 falecer. 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